sexta-feira, dezembro 30, 2005

(Crítica) Revolver

Não conhecia nada do Sr. Madonna e foi com Revolver que me introduzi no mundo dos feios, porcos e maus de Ritchie. E que maneira horrível de começar.

É um feito notável quando em duas horas (sensivelmente) se consegue gastar tanta película, mostar claramente as suas influências (e são boas), e dizer um absoluto e redondo nada. A história começa como mais uma de golpada, cheia de lemas acerca de Xadrez e outros temas que cai bem falar. E tudo isto é feito com um estilo fabuloso. Portanto até agora temos a) um golpe e b) um estilo bem vincado. E o espectador, incrédulo vai assistindo à transformação do filme em algo parecido com Fight Club. E até se começa a ver umas semelhanças com o genial Tarantino. O que raio é que se pode fazer para estragar uma combinação tão apelativa?
Vamos fazer o seguinte. Eu como realizador, estou na verdade a fazer um filme masturbatório, para o meu umbigo e que apenas eu consigo delinear a narrativa. Segundo, um dia, eu, o realizador, gostava de ser o Quentin Tarantino mas esqueço-me que tenho contar uma história. Terceiro, levo-me muito a sério e penso que estou a contar aqui umas baboseiras filosóficas que na verdade nada têm em comum e que são um chorrilho de ideias que me agradam.
É assim que se estraga um filme.

Revolver foi das coisas mais pretenciosas e redondamente más saídas este ano. Tem tudo para ser bom, mas disparou em todos as direcções, incluíndo pela culatra.

3/10

Luís

6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

E eu que tinha ficado chocado com o teu comentário no filme do Steve Martin.

Rapaz, o meu professor universitário, já veterano á muitos anos em cinema acabou de reagir assim ao teu comentário(sim porque tu não entendes a essência da critica) "Este rapaz não sabe o que é cinema"

Olha muito obrigado pelas gargalhadas, que nos deste. Acredites ou não imprimimos este comentário e vamos-o espetar na parede a dizer por cima "Bébés chorões iniciam-se no mundo do criticismo" ou algo do genero.

hahahah, o ridiculo. Nem vou perder o meu tempo a criticar a pente fino o que escreves. Por aqui só lamentamos que os teus colegas queiram trabalhar contigo e aceitem este lixo que escreves. Espero que não corrompas o espirito deles. Visto termos ficado muito admirados com a visão deles, até mesmo a humilde do Oliveira.

Isto não é uma questão de gostar dos filmes ou não, é pq tu és mesmo mau! Tu és a razão unica que dá sentido á palavra ditadura, antes viver fechado do mundo que ler lixo todos os dias.

6:01 da tarde  
Blogger Nuno said...

loooooool

Acabei de descobrir que adoro os teus comentários, senhor anonymous. Por favor nunca pares de nos escrever.

Manda ai um abraço ao teu professor.

8:29 da tarde  
Blogger Ricardo Figueira said...

Aqui entre nós que ninguém nos ouve, a crítica de filmes é, por mais (ou menos!) profissional que seja sempre, sempre, sempre subjectiva! Só assim se explica que as próprias revistas da especialidade peçam a opinião de várias pessoas, para assim presentear o leitor com diferentes pontos de vista frequentemente discordantes. O que é realmente importante é que a crítica seja feita com base num raciocínio coerente, estruturado e, portanto, justificado. Pelo acima exposto resta-me felicitar a equipa do Fila do Meio por fugirem à apatia crónica e expressarem as suas ideias, construíndo uma página que recomendo a quem gosta de saber mais acerca de cinema.
Indiscutíveis e que não são de forma alguma subjectivas, caro amigo anonymous, são as regras da Língua Portuguesa... Assim, estou a pensar imprimir o teu comment e enviá-lo para o concurso de Língua Portuguesa da Bárbara Guimarães para que todo o país se possa rir (ou então chorar!) de quão mal os seus alunos escrevem, ainda por cima atentando, que não são uns alunos quaisquer, mas sim, universitários!

10:12 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

bem escrevo este comentario so pa dizer k o revolver e um dos meus filmes preferidos e k n concordo c a tua critica mas cada um tem a sua opiniao.. este n é um filme pa vender mas sim pa compreender, se fosse pa vender o realizador punha uma combinação de acção, misterio e romance e toda a gente ia adorar mas n, axo k este filme e uma lição de vida e se tiveres oportunidade ve outra vex com mais atenção e sem akele pensamento "n gosto deste filme!"


z.

2:52 da tarde  
Anonymous Sebas said...

Por entre opiniões divergentes e pontapés no português, intrigou-me o crítico de cinema (!) que não conhecia o "Sr. Madonna"...

5:20 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Senhor Anônimo, o filme é um lixo. Raso, falsamente estiloso, entupido de frases pedantes que poderiam ter sido tiradas de um livro de auto-ajuda qualquer e com uma narrativa muito, mas muito idiota mesmo. E se o filme não é para vender, então deveria ter sido distribuído de graça, visto que fui obrigado a desperdiçar um bom dinheiro para perder duas horas de meu tempo com minha bunda esmagada em uma cadeira a assistir "isso". Mas, é um filme capaz de agradar a pseudo-intelectuais que se impressionam facilmente quando uma obra traz um punhado de citaçõezinhas a cada 10 minutos. E que coisa brega aquelas cenas com música clássica cliché e edição entrecortada. LIXO, LIXO, LIXO!

3:49 da tarde  

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