quarta-feira, janeiro 24, 2007

(Crítica) Scoop

Scoop
de Woody Allen
(2007)


I don't need to work out. My anxiety acts as aerobics.



Scoop é uma comédia divertida, embora não seja brilhante, nem dotada da genialidade que, frequentemente, pauta os filmes de Woody Allen.

Scarlett Johansson encarna uma jovem estudante desajeitada e algo desbocada, que, por imperfeição do argumento, tão depressa parece estar extremamente empenhada em resolver o mistério, como rapidamente se resigna a aceitar explicações que se apresentam mais convenientes.
Woody Allen, com os seus típicos diálogos de análise, desempenha o papel de uma personagem neurótica e eternamente preocupada (para não variar), ultrapassando, por vezes, a barreira do cansativo.
Hugh Jackman está lá, assim como poderia estar qualquer outro actor bem-parecido e com um sotaque janota.

No entanto, mesmo com um argumento trivial, alguns diálogos iniciais que parecem sair pouco naturais e uma história que não é suficientemente misteriosa (e que não tem o impacto final que poderia ter, dado que, atingido o clímax, tudo se resolve muito depressa), o filme tem partes interessantes e várias deixas divertidas (que, inevitavelmente, servem para lembrar que, fantásticos ou não, vale sempre a pena dar uma olhadela aos filmes de Woody Allen).

Um filme simpático, mas dispensável.

6/10

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10 Comments:

Blogger Ricardo said...

A nossa primeira crítica de 2007, o nosso membro menos preguiçoso. Um grande bem haja à nossa excelentíssima bimb... Ritah! :D

12:30 da manhã  
Blogger sofia said...

Sniiff...
... Invejo as pessoas que têm efectivamente tempo para ir ao cinema!Daqui até aos oscares, a unica coisa que vou ter tempo e para dar uma espreitadela no fila do meio e, e!!:(

por isso vejam la se mexem esses rabos(dedos, whatever..)

Bery naice, dear!Sendo assim, mais um que desce nas listas de prioridades. Adoro quando me ajudas a rentabilizar o meu tempo!*

1:04 da manhã  
Blogger wasted blues said...

"por imperfeição do argumento, tão depressa parece estar extremamente empenhada em resolver o mistério, como rapidamente se resigna a aceitar explicações que se apresentam mais convenientes(...)"

Claro, apaixona-se e fica dividida!

Quanto a misturar, sem subtileza, no mesmo texto, 'Woody' e 'dispensável' ou 'trivial'... até me arrepia ;)

4:51 da manhã  
Blogger ritah said...

É certo que isso acontece por ela se ter apaixonado, mas mesmo assim pareceu-me demasiado repentino para uma personagem tão convicta, como Sondra.

Acho o filme, sem qualquer dúvida, dispensável, isto porque não traz nada de novo, tanto no que diz respeito ao tipo de personagens, como ao tipo de história (experimenta (re)ver Manhattan Murder Mystery) :)

1:23 da tarde  
Blogger Ricardo said...

Eu ainda não vi este filme mas, de acordo com aquilo que tenho lido, acho que é um retrocesso, no sentido em que voltamos a ter aquilo que tinhamos na filmografia recente de Woody Allen antes de Match Point.

Quanto ao termo dispensável, acho que não é um sacrilégio usá-lo associado nem a Woody Allen, nem a qualquer outro realizador. Como todos os realizadores o senhor tem momentos de inspiração e... momentos em que esta falta. Pensando na filmografia mais recente acho que Match Point é um exemplo tremendo do primeiro caso, Hollywood Ending um exemplo do segundo. No entanto [acho que esta é a questão essencial e onde estamos todos de acordo] um filme "dispensável" de Woody Allen mete as melhores obras de muitos realizadores a um canto.

Ainda assim, acho que o conceito de "dispensável" varia um bocadinho consoante a situação da pessoa. Olhando unicamente para o curto-prazo, para alguém que anda com muito pouco tempo devido aos exames, este filme é ainda mais dispensável se tivermos em conta outras obras que estão no cinema.

6:05 da tarde  
Blogger Knoxville said...

Continua a saga, e a solução é simples: Este filme é comédia pura de Allen, das melhores que fez na última década e não deve ser visto como thriller, suspanse ou mistério. O seu problema é ter vindo depois de Match Point e o público em geral estar com as expectativas todas trocadas. Na minha opinião, está longe de ser dispensável :)

Cumprimentos.

9:24 da tarde  
Blogger wasted blues said...

Exactamente, Knox! ;)

Ritah, já vi os filmes todos do Woody ;)

Mas aos fãs de 'Match Point' que acham 'Scoop' dispensável por não ter nada de novo... vejam 'Crimes e Escapadelas'. É o pai de 'Match Point' e até é melhor filme!

Ricardo, eu disse que me arrepiava mas acrescentei um smiley. Não é uma verdade absoluta.

3:55 da manhã  
Blogger Ricardo said...

Aqui enfio a carapuça. Há muitos clássicos de Woody Allen que não conheço e, não tendo visto Crimes e Escapadelas, achei Match Point muito original :x

Já agora, aproveitando o teu conhecimento alargado na filmografia do senhor, qual seria o teu top 5/10?

Um abraço Wasted.

12:17 da manhã  
Blogger Nuno said...

Não achei o filme nada dispensável. Pode não ser o mais inovador ou surpreendente, mas ri-me às gargalhadas e sai de lá mais que satisfeito.

2:15 da tarde  
Blogger wasted blues said...

Ui, Ricardo, essa pergunta é marota :)

Assim, muito, muito de repente:

- Manhattan
- Radio Days
- Annie Hall
- Hannah and Her Sisters
- Bullets Over Broadway

Logo a seguir vêm:

- Crimes and Misdemeanors
- Zelig
- Everyone Says I Love You
- Deconstructing Harry

Sou uma fã do final dos anos 70 e dos anos 80. A primeira fase é engraçada, mas prefiro o outro tipo de humor que Woody desenvolveu a partir de Annie Hall, em 1977.

3:26 da manhã  

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