quarta-feira, janeiro 24, 2007

(Crítica) Deja Vu

Deja Vu
de Tony Scott
(2006)

“What if you had to tell someone the most important thing in the world, but you knew they'd never believe you?”

Em 2004, Denzel Washington e Tony Scott juntaram-se para nos oferecerem um filme de elevada qualidade. A saber, Man on Fire, filme que vinha também confirmar o incontornável talento da jovem Dakota Fanning. Dois anos depois, actor e realizador voltam a encontrar-se e trazem até nós este Deja Vu

Sucintamente, tentando não estragar as surpresas oferecidas pelo argumento, a história gira em torno de um atentado a um ferry boat em New Orleans. Durante a investigação, Doug Carlin, um agente do Bureau of Alcohol, Tobacco and Firearms, é recrutado por uma unidade especial de vigilância do FBI que dispõe de tecnologia capaz de alterar as nossas noções mais elementares de espaço e tempo.
O gozo que o argumento pode proporcionar ao espectador depende grandemente da postura com que se entra na sala de cinema. Quem quiser criticar, certamente terá muito por onde pegar. Quem se quiser deixar levar, terá um argumento interessante, dotado de algumas surpresas e que nos brinda com uma cena final bastante bem conseguida.

Quanto ao trabalho de Tony Scott, é certo e sabido que tem que haver cenas de acção e explosões nos seus filmes. No entanto, sendo quem é, é justo dizer que até fez um trabalho relativamente sóbrio, sendo que a principal reparo que lhe tenho a apontar é o prolongamento para além do razoável da cena de “perseguição”. De resto, o senhor parece estar no bom caminho para curar a sua câmara nervosa que a mim sempre me fez alguma confusão e acaba por fazer razoavelmente o que se lhe pede.

O destaque do filme vai para Denzel Washington que prova todo o seu talento e consegue, nos momentos críticos em que o espectador está à beira de desligar da história, carregar o filme às costas.

Longe de ser um filme fantástico e estando uns furos abaixo de Man On Fire, este Deja Vu é perfeitamente capaz de entreter todos aqueles que estejam dispostos a deixarem-se levar.

6/10

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3 Comments:

Blogger Knoxville said...

Entretêm sem dúvida alguma, mas como dizes, está uns furos valentes abaixo de Man on Fire. E Val Kilmer está gordo que nem um texugo, o que é realmente triste!

Um abraço!

9:21 da tarde  
Blogger Ricardo said...

bela descrição lol

obrigado pela visita :)

abraces

10:32 da tarde  
Anonymous DinhoO-O lampião said...

Olá pessoal!
Assisti ao filme, tudo bem até aparecer auqela maquina do tempo, e a primeira coisa que pensei foi nos pobres ignorantes que locaram o filme esperando só ação. axo que este não seja um filme feito pra a maioria das pessoas por conter teorias muito complexas e somente o possivel acsso nos cursos superiores de engenharia e fisica.
Pra quem não é da area ou curioso, ficou a trama romântica (vejo isto como estrategia).
Concordo com Ricardo, a atuação de Denzel foi mais uma vez impecável, salvando masi uma vez o pescoço do diretor.....
só loquei o filme por causa do kra
hehheheh
Valeu gente

3:10 da tarde  

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