domingo, novembro 25, 2007

(Crítica) American Gangster

American Gangster (2007)
De Ridley Scott

Antes de mais, quero dizer que fui ver este filme ao cinema, porque me apetecia ir ao cinema (ver qualquer coisa, entenda-se). Perante a perspectiva de ir ver American Gangster, hesitei e torci o nariz. Porquê? Porque toda a vida embirrei com o Russel Crowe e com o Denzel Washington (neste caso, foi só até ver o Training Day - se bem que, para dizer a verdade, a embirração, apesar de menorizada, continuou a existir). Toda esta explicação serve apenas para dizer que a minha crítica estará provavelmente demasiado positiva, dado que fui ver este filme sem grande vontade e no final acabei por sair da sala bastante agradada.


Começando pelo mais fácil. Denzel Washington está bem, como sempre. O fato de homem poderoso/no topo da hierarquia, que, quer esteja do lado dos maus ou dos bons, sai sempre por cima (que veste em muitos dos seus filmes, demasiados, na minha opinião – julgo que é daí que vem a embirração ) assenta-lhe que nem uma luva. Não vejo esta interpretação como digna de grandes prémios, não propriamente pelo trabalho de Denzel, mas mais pela não ultra grandiosidade da personagem (afinal de contas, o papel de gangster-chefe está mais que visto e é praticamente imelhorável, graças aos Padrinhos). Já Russel Crowe fascinou-me um pouco mais (again, devido à embirração existente à priori) e gostei de o ver num papel de um homem com um carácter bastante transparente e, já agora, com sotaque americano.

A história é interessante. Entretém quase sempre e aborrece muito pouco (tendo em conta que são duas horas e meia de filme). Eu, como sempre gostei de ver filmes baseados em factos verídicos, acho que, neste caso, este foi um factor que contribuiu para me manter mais atenta (para uns o prazer é olhar para o acidente de viação que aconteceu 2km à frente, para outros é saber o que é que aconteceu aos mauzões da vida real).

Apesar de o começo do filme parecer querer anunciar que nos esperam umas horas de um controlo de bairro bastante hardcore, quando o que acaba por sobressair é quão isoladas as duas personagens estão nos seus respectivos meios e quão inteligente e subtil é este Gangster Americano, este filme não é, no fundo, mais do que um retratar do sonho americano [tornado realidade], mas numa versão menos lícita e com mais sangue.

É um bom filme, para quem não levar expectativas demasiado elevadas, mas não chega a alcançar o lugar de futuro clássico, que tanto parece desejar.

7/10

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quarta-feira, junho 06, 2007

(Teaser) American Gangster

Imaginar dois pesos pesados - Denzel Washington e Russel Crowe - a contracenar no mesmo filme é motivo mais que suficiente para criar grande expectativa. O título em questão é American Gangster, realizado por Riddley Scott, e gira em torno de um barão da droga que transportava a sua heroína através dos caixões onde vinham os soldados americanos falecidos no Vietname.

O teaser pode ser visto AQUI!

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quarta-feira, janeiro 24, 2007

(Crítica) Deja Vu

Deja Vu
de Tony Scott
(2006)

“What if you had to tell someone the most important thing in the world, but you knew they'd never believe you?”

Em 2004, Denzel Washington e Tony Scott juntaram-se para nos oferecerem um filme de elevada qualidade. A saber, Man on Fire, filme que vinha também confirmar o incontornável talento da jovem Dakota Fanning. Dois anos depois, actor e realizador voltam a encontrar-se e trazem até nós este Deja Vu

Sucintamente, tentando não estragar as surpresas oferecidas pelo argumento, a história gira em torno de um atentado a um ferry boat em New Orleans. Durante a investigação, Doug Carlin, um agente do Bureau of Alcohol, Tobacco and Firearms, é recrutado por uma unidade especial de vigilância do FBI que dispõe de tecnologia capaz de alterar as nossas noções mais elementares de espaço e tempo.
O gozo que o argumento pode proporcionar ao espectador depende grandemente da postura com que se entra na sala de cinema. Quem quiser criticar, certamente terá muito por onde pegar. Quem se quiser deixar levar, terá um argumento interessante, dotado de algumas surpresas e que nos brinda com uma cena final bastante bem conseguida.

Quanto ao trabalho de Tony Scott, é certo e sabido que tem que haver cenas de acção e explosões nos seus filmes. No entanto, sendo quem é, é justo dizer que até fez um trabalho relativamente sóbrio, sendo que a principal reparo que lhe tenho a apontar é o prolongamento para além do razoável da cena de “perseguição”. De resto, o senhor parece estar no bom caminho para curar a sua câmara nervosa que a mim sempre me fez alguma confusão e acaba por fazer razoavelmente o que se lhe pede.

O destaque do filme vai para Denzel Washington que prova todo o seu talento e consegue, nos momentos críticos em que o espectador está à beira de desligar da história, carregar o filme às costas.

Longe de ser um filme fantástico e estando uns furos abaixo de Man On Fire, este Deja Vu é perfeitamente capaz de entreter todos aqueles que estejam dispostos a deixarem-se levar.

6/10

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